terça-feira, 9 de março de 2010

And the oscar goes to...

Premiações, dia internacional da mulher, terremotos, fim do segundo dilúvio (ou uma pequena trégua), um pedaço de gelo do tamanho da cidade de São Paulo vagando pelos oceanos... Passado algum tempo desde último texto, e com tanto "pano na manga" para escrever algo em qualquer formato e tamanho, talvez seja um bom momento para um texto diferente (do meu "estilo" - não encontrei definição melhor, enfim-).

Mas sensacionalismos e fofocas a parte, hoje vou falar um pouco sobre sustentabilidade. Começando pela definição do termo:

Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

peguei da wikipedia (sei que não é a melhor fonte, mas estou aqui pra que vcs discordem mesmo.).

Complementando, não há como ter uma atitude sustentável sem pensar em "agir localmente e pensar globalmente", outra máxima que está em moda ultimamente. E por incrível que pareça, podemos começar isso com o mínimo possível. Comer verduras, jogar lixo no lixo, passar protetor solar, andar de bicicleta... hmmm... (alguém já disse que se formos de bicicleta ao invés de carro poluímos menos, e podemos economizar o dinheiro da SuperBodyFitGymAndBlergh)... Mas isso são tudo coisas superficiais, ou coisas que alguém diz ter lido num livro do Stephen King ou em algum episódio das famosas Soap Operas.

Falando nisso (ou como preferir: "Look down...") tenho pensado em fazer um videoblog, mas ainda está em estudo ("...look back again, the tickets are now diamonds!") - citação de comercial do Old Spice.

Ler livros também pode ser uma atitude sustentável (apesar de pra livros serem feitos, precisamos derrubar árvores... né?). Dê um abraço em quem vc gosta (é comprovado que dar e receber abraços libera hormonios que nos deixam mais felizes, por assim dizer), fazer uma piada, dar uma festa (SEM COPOS DESCARTÁVEIS\recicláveis - contra argumento: mas pra se lavar um copo se gasta a mesma quantidade de água que cabe nele; Recontra argumento: o plástico e qualquer outro material reciclável precisa estar limpo antes de ser reciclado ¬¬.)

"Mas tio Erick, onde vc quer chegar com isso? O que parte disso tem a ver com sustentabilidade?"

Agir localmente e pensar globalmente. Se vc age de acordo a garantir um crescimento e "sobrevivência" pessoal de boa qualidade, vc acaba tornando-se alguém que age mais próximo de uma maneira sustentável. Aprender a pensar e a pesar medidas e valores está completamente relacionado a isso. Se os animais que tem um intelecto bem menos desenvolvidos que o nosso agem dessa forma, pq nós não?

Tantas atitudes são tomadas sem pensar nas consequencias de fato reais que vão acarretar. (Pra quem não assistiu o filme Idiocracy (2006 Mike Judge) vale a pena, é uma comédia que trata desse assunto) Que eu acredito que basta a gente aprender a utilizar um pouco dessa capacidade que muita coisa pode ser resolvida.

Então aqui vai o desafio: Enumere 3, apenas 3 coisas que vc pode fazer para ter uma vida mais sustentável e ecológica. Pode ser a menor coisa possível, mas que vc a faça. Podem deixar de reply nesse post.

Quem sabe a gente pode ganhar um Oscar com isso.

PS.: primeiro texto de "nova cara" que faço, os próximos serão melhores, eu prometo.

Cambio.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Eita mundinho...

Ultimamente tenho olhado concursos e propostas de emprego para área de educação, e aí a gente se depara com como o sistema funciona. Vamos falar em dinheiro, do ponto de vista mais cru possível.

Professor de Educação Infantil: entre 6 a 8 reais hora\aula
Professor de Ensino Fundamental: entre 8 a 15 reais hora\aula
professor de Ensino Médio: entre 13 a 18 reais hora\aula
Professor de Ensino Superior: (ter a sorte de trabalhar em algum lugar bom)

Na sociedade atual, temos por trabalha menos valorizado, aquele que precisa-se de menos especialização (em português claro, mais fácil) para fazer. Absurdo número 1.

Assim, temos que dar aula para pessoas mais jovens é mais fácil. Esse é o consenso, ou o senso comum em qual nossa sociedade e política brasileira estão alicerçados.
Cada faixa etária tem suas próprias problemáticas. Técnicas específicas são necessárias pra todas. O salário do educador devia ser um salário para o educador, e não de acordo com onde e pra quem ele dá aula. Afinal a educação é um problema de todos.

Agora vamos pra outras áreas. Faxineiras, garis, carteiros, entre outras atividades que possuem uma entropia grande, ou seja, coisas que precisam ser "refeitas" com mais frequencia, que se desgastam mais rapidamente.
Também são áreas nada valorizadas, e com certeza essas pessoas trabalham muito mais que outras. Essas sim deveriam ser áreas bem pagas. Afinal, quando vc chega pra trabalhar no seu escritório, e ele está limpo e cheiroso, em condições para que vc possa se concentrar para fazer seu trabalho em certas condições de higiene, foi por que alguem deixou ele assim, ou seja, essa pessoa está contribuindo diretamente para que vc tenha seu melhor rendimento e ganhe mais dinheiro. Então, pq essas pessoas não recebem participação nos lucros das empresas no final do ano, ou se recebem são contribuições miseráveis?
E ainda tem pessoas que desrespeitam com um preconceito velado (ou televisionado*) tais profissões, mas não tem a capacidade de quando visitam a própria mãe lavar o copo que usou pra tomar água.

Faz uns 2 anos que li o livro "Ponto de Mutação" de Capra F. Lá ele trata desse tipo de coisa entre outras mais. E fico triste em saber que tantas pessoas leêm esses tipos de livros só pra poder fazer exibicionismo cultural ao invés de absorver algo.

Na verdade, esse tipo de informação está em todo lugar, não é preciso ler um livro ou ir a uma palestra, ou pagar um curso pra ter noção de que "Aaah, é por isso que é importante lavar as mãos após ir ao banheiro..." ou " Aaaah, se eu jogo lixo na rua, ele entope tudo, a água não vaza e minha casa vai pro saco..." ou " Aaaah, o lugar preferencial no onibus é pq tem pessoas que nao aguentam ficar de pé, mas e se tiver lotado e mais pessoas que nao aguentam ficar em pé do que os lugares preferenciais, o que eu faço?"

Vivemos de um modo que somos treinados a não sermos afetados pelo mundo a nossa volta. Cada vez mais máquina, cada vez menos gente, por dentro e por fora...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Post de natal e ano novo.

É rapaziada, mais um vai se indo e mais um vai se vindo. Ultimo semestre de faculdade, últimas horas de estágio, últimas chances.
Estou de férias e o cansaço não passa... As vezes acho que tenho menos cabelos aqui desse lado... Ou um pouco de força pra andar pelas ruas aqui perto de casa... O fato é que falta algo...
Passei um ano sentindo isso, e infelizmente não é a falta do clichê da "cara metade", isso se resolve mais fácil do que parece. Não que seja fácil, nem banal, mas é algo que aparece, acontece e ponto. Nada para se esquentar a cabeça.
Meus planos começaram a ser feitos não mais a partir dos sonhos, mas pelas necessidades, e aprender a encarar isso não é nada cômodo.
Tenho alguns amigos mais novos, e é incrível como os problemas que a gente passa estão mto relacionados a idade, vida profissional, emocional e etc... Cada ano que passa a gente entende um pouquinho mais o que a senhora maturidade tem a nos ensinar, ou a nos atrapalhar (será que um dia eu vou entender ela.) acho que a gente não adquiri maturidade, a gente aprende com ela. Faz parte da natureza e da vida.
Hmm. Tornamos a vida tão mais complexa. Se pensarmos em comunidades tribais, e a nossa que é urbana, a diferença é a complexidade. Tornamos o mundo complexo pra fugir do natural, e isso vai matar a todos nós. Fluxo de informações continuos, imagens, sons, ruídos, sensações, cheiros, tudo poluído. É isso mesmo que a gente quer??? eu não quero. Mas não quero dar uma de fujão, nem uma de complascente sem opinião própria e simplesmente aceitar. E é nesse ponto que dá pau. Mas isso deixo pra um outro post.
Foco Erick, foco.

Foco? se fosse o marido da foca seria mais facil de resolver isso, bastava olhar o sexo do bicho e pronto...

É isso que falta, foco. O foco dos sonhos está cada vez mais embassado, cada vez mais turvo, cada vez mais inviável. E encarar a necessidade de pegar um desvio para, talvez, mto talvez chegar a eles é que não é facil

Então a solução é mudar o foco, sem perder o foco pra não sair do foco e se perder num limbo qualquer. Quer dizer.. talvez seja.. mas vai ser daquelas coisas que a gente só descobre depois de fazer...

Fato é, o foco se tornou de viver uma vida sem arrependimentos. Não sei se é o melhor caminho, e nem acho que deveria ser um caminho. Mas sempre chega um momento em que a gente precisa fazer algumas escolhas, e a anterior não tem me feito nada feliz, so, let's try a different one.

O prazo de validade vai chegar logo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

E aí a gente se dá conta que não é o bastante. E que procurar mais não é apenas capricho, ambição ou luxo, mas uma maneira de manter-se no caminho. (Caminho... acho que se a bifurcação que aparece fosse apenas "bi" eu não entenderia isso como um simples eufemismo.)

A morfina já parou de fazer efeito.

A gente ouve na rádio as notícias sobre a queda de investimentos em educação e saúde pública, com alegações sobre não haver verba enquanto eles constroem castelos sobre montanhas ou dentro de vales. Financiam obras demagógicas ao se aproximar de eleições. Aumentam seu salário de 23 para 28 mil reais até março do ano que vem, enquanto tem pai de família sustentando 8 filhos ganhando 480 reais por mês, sendo que esses 8 filhos são os que sobraram de 15 que não passaram do primeiro ano de vida, e 7 deles provavelmente usaram drogas, tornar-se-ão traficantes. Joga milhôes para o FMI para fazer imagem perante ao G20 e deixa a população apodrecer.

E o que a gente faz? Nada... Afinal, somos brasileiros, e não desistimos nunca, certo?

E aí acabamos entendendo que pra se fazer algo, primeiro precisamos cuidar do nosso bolso, de nossas coisas, de nossa casa, de nossa comida, de nossa família, e no final a gente vira mais uma célula cancerígena na sociedade. E gostamos de viver assim, pois podemos comprar nossa felicidade...

Someone just shoot me...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pergunta frequente, pq eu preciso acordar amanhã? pq eu preciso me mexer?...
E pq isso tinha que ser tão importante?

Estou cansado... e qualquer hora, acho que a hora não vai mais chegar...

Coisas que me têm valor: família, amigos (extensão da família)... o resto eu não sei onde está...

Tempo demais... tempo de menos... tem não...
Faz um tempo que eu não sei mais o que escrever. E agora com o acordo ortográfico não sei nem mais como escrever.
É acordo, é gripe, é senado... Tudo que todo mundo fala, e já sabe. Nada que alguém saiba de fato...
Ano que vem ano de eleição, e as pessoas procuram mostrar serviço pra chamar atenção... (e essa rima fraca saiu sem querer, "argh").
Não consigo olhar pra outra coisa sem ser o final de mais um ano. E depois, o risco de cair no limbo trazido pela conquista do diploma em uma profissão que não é profissão...
Por maior e mais amplo que seja, caio sempre nesse mais do mesmo. O meu depósito de esperanças encontra-se vazio. Não tem som, não tem ar. Aliás, acho que nunca esteve cheio de verdade. Será que me enganei esse tempo todo?
Me enganei com essa história de trabalhar com algo que pode não trazer sucesso e satisfação profissional, mas é extremamente recompensador...
Cansei de esperar "tudinho de uma vez no fim do ano."
Que recompensa é essa que me trouxe insatisfações? O sistema educacional é pior do que a gente acredita que seja. No mundo das artes, todo mundo é cobra e\ou ocarina.

Após o quarto ano, acho que só vai sobrar o bom gosto musical... Se for pra viver arrependido, prefiro ter o que comer na mesa de minha casa...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Manhã de domingo

Passou a mão pelo criado mudo, desligou o despertador, esfregou os olhos e percebeu que não os tinha mais.
Um mundo sem imagens, sem cores, sem luz, sem sombras o aguardava.
Nunca se sentira tão livre.